BIGU - Estado Alcançado por Pessoas que Praticam o Qigong

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BIGU - Estado Alcançado por Pessoas que Praticam o Qigong

Mensagempor rickadm » quinta jan 12, 2012 12:37 am


Bigu e Qigong — Estudos Científicos


       Neste capítulo, gostaria de falar um pouco sobre o fenômeno bigu do Qigong, que me chamou a atenção pela primeira vez numa transmissão que foi enviada para o Fórum Viver de Luz na página da CIA na Internet. Parece que, nos Estados Unidos, centenas de pessoas que participaram de certas palestras dadas por um mestre do qi tomaram-se "respiratorianos" ou "entraram em bigu", para usar o termo chinês do Qigong.

       Gostaria de incluir aqui um pouco da pesquisa sobre Qigong para os que não conhecem essa prática. Essa pesquisa pode ser encontrada na página http://www.qigong.net

       "Há muito tempo atrás, na China antiga, as pessoas per­ceberam gradualmente que, em sua luta pela sobrevivência, certos movimentos corporais, concentração mental e imaginação, combinados a várias formas de respirar, podiam ajudá-las a ajustar algumas funções corporais. Esse conhe­cimento e experiências foram sintetizados e refinados com o passar do tempo, e transmitidos de uma geração a outra... dando forma ao que é conhecido hoje como Qigong Tradicional.

       O Qigong estava envolvido em vários aspectos da vida dos antigos, harmonizando a relação entre o homem e o céu. O surgimento de grandes mestres e várias proezas do Qigong dos tempos antigos ajudaram a criar a base da formação da cultura chinesa, inclusive a criação da linguagem escrita, a descoberta da medicina à base de ervas e o nascimento de várias formas de arte.

       Uma característica comum do Qigong é o treinamento simultâneo do corpo e da mente. O cultivo dual da perso­nalidade e da essência é o principal ingrediente do Qigong Tradicional. Seu estilo consiste tanto em movimentos quanto em imobilidade, e seu método se caracteriza pela combinação da mente (consciência), do qi (bioenergia), do corpo e do espírito.

       O Qigong Tradicional baseia-se no principio da Virtude. Só enfatizando a virtude, sendo virtuoso e mantendo a virtude, tendo um coração benevolente e virtuoso, um caráter virtuoso e atos virtuosos é que podemos chegar à harmonia com nosso ambiente e satisfazer os três requisitos necessários à prática do Qigong: calma, tranqüilidade e naturalidade. A virtude é a chave de ouro para abrir a porta do Qigong."

       Parece que o estado de bigu ocorre espontaneamente em alguns praticantes de Qigong, sem uma preparação especial além de seu modo de vida diário – em outras palavras, não passam por nenhum processo particular. É interessante que aqueles que praticam o Qigong são o único grupo que encontrei fazendo estudos avançados sobre a condição de viver sem comida. A maior parte da pesquisa tem sido feita em chinês e descobrir mais coisas a respeito tem sido difícil devido às barreiras da língua, e também porque esses praticantes de Qigong preferem evitar as controvérsias.

       Os mestres do Qi disseram que o momento atual ainda não é apropriado para a disseminação do bigu em grande escala e que o Ocidente em geral ainda não está preparado para isso, embora a situação tenha melhorado muito nos últimos tempos. Disseram também que a razão de não encorajarem as pessoas a procurar a experiência de bigu nesse momento é que, quando alguém entra nesse estado, fica muito sensível e, por isso, é facilmente perturbada pelos desejos e pensamentos negativos das pessoas que têm dificuldade – para dizer o mínimo – em aceitar esse fenômeno.

       Embora o bigu esteja sendo discutido abertamente outra vez em alguns círculos de Qigong, segundo minha fonte de pesquisa, um homem esteve em bigu durante três anos e meio, até a controvérsia começar, e pediu-se aos praticantes que abandonassem esse estado. Como já disse em capítulos anteriores, você não tem como esconder dos outros o fato de que não precisa comer.

       Esses mestres do qi disseram que nem todos lidam bem com esse estado, que conhecem algumas pessoas "que ficaram quase psicóticas por causa da sensibilidade extrema, por um lado, e tiveram reações inadequadas a vários fenômenos aos quais ficaram expostas em conseqüência do estado de bigu. Por outro lado, ficaram especialmente exasperadas com os conflitos no trabalho ou com a família que giravam em torno de seu estado de bigu. Do lado positivo, falaram sobre uma leveza e uma energia incríveis e sobre a necessidade de muito pouco sono enquanto se mantiveram nesse estado. Mesmo agora, todos os que não estão oficialmente em bigu em certos círculos de Qigong comem pouco, muito pouco".

       Isso é totalmente diferente do que vivenciamos, pois os Embaixadores da Luz em geral são pessoas dedicadas à auto-maestria e fazem intencionalmente o programa do prana, enquanto aqueles que entram em bigu têm essa experiência quase que acidentalmente. Se não estiverem preparados para o poder da DI (Divindade Interior), alguns indivíduos que estão no programa do prana também podem ficar instáveis emocional e mentalmente, mas isso só acontece quando eles já têm esses problemas antes, pois o processo do prana pode exacerbá-los.
Nos meus encontros com pessoas que participam de círculos de bigu, disseram-me que em geral "as pessoas não fazem alarde de seu estado de bigu". Um sujeito queixou-se de ter entrado em bigu três vezes, durante três semanas apenas de cada vez e que de cada vez ele saiu no dia seguinte após se "gabar" de tê-lo conseguido. Um grande número de ouvintes acenou com a cabeça num gesto de concordância quando o orador disse isso. Outra pessoa comentou que o momento em que sentiu raiva foi o fim de sua experiência de bigu.

       Parece que os benefícios da prática de Qigong são tão variados que a associação envolvida não quer chamar muita atenção em relação ao fenômeno de bigu, e eu entendo perfeitamente.

       No mundo inteiro ouço pessoas perguntando se alguém já ouviu falar de gente que não precisa comer. Nunca as ouvi perguntar: "já ouviu falar de indivíduos que são tão sintonizados com o poder da DI que não precisam mais comer?" Há uma enorme diferença entre as duas perguntas.

       Ao longo da história houve muitos mestres radiantes na Terra que fizeram e fazem muitas coisas extraordinárias, inclusive emissões de qi. O equivalente moderno seria a cura prânica, tal como foi explicada pelo mestre Choa Kok Sui.

       Sim, temos condições de receber emissões de energia de mestres maravilhosos — ou, então, com responsabilidade por si mesmo, disciplina diária e um modo de vida muito particular podemos encontrar o mestre interior (DI) e permitir-lhe que nos sustente, nos ensine e nos guie no sentido de experimentarmos nosso potencial mais elevado, pois, afinal de contas, somos seres espirituais que estamos aqui para ter uma experiência humana.

       Para descobrir o mestre interior, é preciso ficar diariamente em silêncio, como na meditação, e tratar o corpo (e nosso meio ambiente) como um templo, para que A Divindade Interior possa irradiar-se mais poderosamente através de nós. Também precisamos exercitar o controle mental e optar por ter consciência de nossos pensamentos, palavras e atos em todos os momentos de todos os dias.

       Não há dúvida de que a viagem de viver de luz pode ser difícil, a menos que a pessoa esteja em plena forma física, emocional, mental e espiritual — mas nem todos têm a coragem, a dedicação e a disciplina, ou mesmo interesse, de estar. Contudo, os resultados valem a pena e permitem-nos ser independentes da necessidade de estar na presença de mestres físicos e etéricos. Muitos dos Embaixadores do MSPD acham que está na hora de mostrar aquilo de que somos capazes na Terra — aqui e agora.

       Para muitos, está na hora da automaestria e do estilo de vida pragmático serem uma força efetiva do progresso positivo nesse mundo. Imaginamos um mundo onde todos têm controle sobre si mesmos, em vez de quererem saborear o poder e os benefícios de estar na presença de uns poucos mestres conhecidos neste planeta.

       Descobrir e depois vivenciar A Divindade Interior sempre foi um desafio, e a viagem de viver de luz é apenas uma pequena iniciação a fazer com confiança na DI, confiança suficiente para Lhe permitir que nos sustente em todos os níveis. Como qualquer iniciação, pode exigir anos de preparo, o que em geral tem pouco atrativo para os que estão em busca de soluções instantâneas aos desafios do mundo moderno fornecidas por pílulas e poções.

       Nosso trabalho está focalizado na medicina preventiva que decorre de experimentar o esplendor que vem de dentro e de permitir à nossa DI que Se manifeste através de nossas vidas.

       Como já disse antes, agora existe uma boa quantidade de pesquisas para provar o poder do qi ou Prana. Na página 286 do livro Scientific Qigong Exploration (Explosão Científica do Qigong), o físico nuclear Lu Zuyin dá mais informações sobre o estado de bigu e também fala sobre os experimentos feitos com pessoas que não comiam há mais de seis anos.

       "Bigu é um estado no qual a pessoa mantém uma vida normal sem ingerir nenhum tipo de comida. O bigu clássico implica um consumo muito pequeno de água e, às vezes, nenhum. O bigu mais comum significa ingestão apenas de água e sucos. Há um bigu menos comum em que há ingestão de água, sucos e, de vez em quando, sucos de frutas e sopas de legumes e verduras."

       Eu já vivenciei pessoalmente todos os três estados de bigu, por opção pessoal, durante os últimos seis anos. Como o trabalho desses mestres do qi concentra-se em outras áreas da saúde, eles desencorajam a publicidade sobre o bigu, pois acham que a sociedade ainda não está pronta para aceitar esse fenômeno.


Fonte: Os Embaixadores da Luz, Jasmuheen, Editora Aquariana, 2002




Aqueles em Estado de 'BIGU' não Sentem Fome


Por CAROLINE TERENZINI

       Os adultos comem em média 2000 ou mais calorias por dia, mas alguns praticantes de uma técnica de meditação chinesa chamada qigong atingiram um estado que os deixa viver confortavelmente com 300 calorias por dia ou menos. Alguns praticantes referem manter o estado de bigu por anos.

       Yi Fang, um pesquisador do Penn State e coordenador de uma conferência realizada em junho no Penn State, que investigou o qigong e o estado de bigu a partir de uma perspectiva científica, comparou o bigu ao fenômeno de supercondutância da matéria.

       "É difícil acreditar" admitiu ele. "A comunidade científica vê isto como uma violação das leis de conservação da energia e outros dizem que isto não é normal."

       Mas aproximadamente 100 dos praticantes de qigong que compareceram à conferência, disse ele, haviam experimentado o estado de bigu, e uma dúzia relatou que não havia ingerido alimento sólido por 5 ou mais anos.

       Estranho como possa parecer, as pessoas que atingem o bigu conseguem manter um peso considerado saudável e seguir suas rotinas diárias sem desconforto ou fadiga, disse Fang, 45 anos, membro do Penn State’s Materials Research Laboratory.

       Praticante há 17 anos, Fang disse que nos últimos sete anos ele vem fazendo, em geral, apenas uma refeição por dia, sem produtos animais. Durante este tempo, ele uma vez atingiu ocasionalmente o estado de bigu que durou várias semanas.

       Durante o bigu, que pode ser traduzido como "vivendo de luz", Fang disse que consegue viver confortavelmente com 300 calorias por dia, em geral com sucos de frutas.

       "Você não sente fome", relatou.

       Na verdade, ele acrescentou, comer alimentos desnecessários consome tempo e energia.

       Enquanto uma pessoa obesa poderia perder peso no estado de bigu, Fang com 1,52m diz permanecer perto dos seus quase 50kg habituais.

       Ele descreveu o bigu como um fenômeno que ocorre naturalmente e produz um estado fisiológico especial no qual a bioquímica do organismo difere daquela da pessoa que está em jejum.

       "Nós não nos forçamos," ele disse. "Se você força, sua fisiologia irá impedi-lo." A glicose no sangue cairá e o indivíduo ficará cansado e com fome, disse.

       Porém, no estado de bigu o praticante se torna "mais e mais eficiente," disse Fang, "como um carro super-eficiente que consegue rodar 400km com 4,5l de gasolina."

       Para ele, a prática do qigong significa menos resfriados e o desaparecimento da sua alergia ao pólen.

       Fang definiu qigong (pronuncia-se tchi-gang) como "uma prática, uma técnica, uma habilidade para desenvolver o seu potencial" e disse que seu propósito básico é "melhorar a saúde e tudo o mais virá."

       "Depois da prática você se sente mais e mais energético, mas sua mente está mais calma," disse.

       Uma antiga prática, o qigong foi revitalizado na China nos anos 80 quando o governo relaxou as restrições a tais práticas. Ele calcula que atualmente em torno de 10% de 1,2 bilhão de chineses seguem a técnica, que também é popular no Japão e na Coréia.

       Fang pratica em grupo duas vezes por semana no Materials Research Laboratory e nos outros dias pratica o qigong sozinho por uma hora.

       ‘Sem expectativas’

       Para a prática de qigong senta-se numa cadeira com os pés pousados no chão, as mãos com as palmas voltadas para cima na frente do abdomen. Sentado em quietude respira-se profundamente enquanto se ouve uma fita que estimula visualização. O qigong não exige posturas difíceis.

       "Eu fiquei imediatamente fascinada," disse Laurie Schoonhoven da State College, que experimentou várias técnicas de meditação antes de se tornar uma praticante de qigong no ano passado. "Teve um efeito profundo na minha vida. Trouxe-me um núcleo mais profundo de calma e equilíbrio que eu nunca tive antes."

       Atualmente ela pratica por 15 a 20 minutos por dia, mentalmente executando as etapas.

       "É como uma dieta, um exercício," ela disse. "Se você faz uma vez por semana não haverá qualquer efeito. Você precisa fazê-lo diariamente."

       Atingir o estado de bigu costumava ser uma meta, disse Schoonhoven, "mas agora se isto acontecer, aconteceu."

       Qigong não estimula "expectativas," ela acrescenta.

       Yu Wen, 32 anos, que está escrevendo sua tese de doutorado em biologia no Penn State, vem praticando o qigong por cinco anos e durante esse tempo experimentou bigu por três vezes, durando cada vez uma a duas semanas.

       "Foi muito bonito," ela disse. "é muito especial."

       Durante sua experiência de bigu, falou Wen, que hoje vive em New Jersey, ela tomou apenas suco de fruta ou água.

       "Não senti nada de diferente no estômago," ela assinalou. "Nâo me sentia vazia. Tinha bastante energia."

       "Não posso explicar," ela acrescentou, "mas vem e vai naturalmente."

       Rustum Roy, diretor fundador do Materials Research Laboratory e presidente da June conference, uniu-se ao Dr. Andrew Weil, diretor de um programa de medicina integrativa da Universidade do Arizona, Tucson, para constituir uma organização para avaliar uma série de terapias, inclusive o qigong.

       O objetivo da Friends of Health, sediada em Washington, D.C., não é validar qualquer prática, mas "dizer – olhe –", Roy falou, acrescentando: "Uma grande parte da ciência ainda não foi checada. Se algo de falso existir lá, isto vai aparecer."

       Alguns estudos científicos encontraram benefícios para a saúde com a restrição calórica.

       Na Universidade de Wisconsin, experimentos com camundongos mostraram que os roedores que comeram menos, viveram mais, e no Instituto de Tecnoologia de Massachusetts, estudos sobre o metabolismo da levedura, que é semelhante ao metabolismo animal, verificaram que as leveduras numa dieta pobre em calorias viveram por mais tempo.

       Num estudo a longo prazo no National Institute of Aging, pesquisadores verificaram que os macacos rhesus alimentados com 30% a menos de calorias que uma dieta normal desenvolveram padrões metabólicos indicativos de que os animais seriam mais resistentes ao diabetes e à doença cardíaca.

       Pesquisadores previnem que qualquer dieta deste tipo requer cuidadosa atenção para os nutrientes necessários.


FIM

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