Olá colegas do fórum,
Creio ser interessante registrar as experiências e sacadas que tenho tido logo após o processo dos 21 dias e o que tenho trabalhado comigo mesma nesta adaptação à vida cotidiana. Bem, estou hoje no meu 2o. dia da quinta semana, ou seja, 30 dias sem comer, bebendo suco de limão bem diluído e um pouco de caldo knorr de legumes desmanchado num copo de água quente. Por que eu disse que estou no 2o. dia da 5a. semana? Porque o processo absolutamente não acaba em 21 dias, pela minha experiência. Ainda sinto várias sensações pelo corpo, especialmente três, a recuperação da minha energia, que ainda não está 100%, alguns sintomas de desconforto no aparelho digestivo, o peso que parece começar a dar sinais de recuperação. Há 2 dias voltei a fazer ginástica, mas estou ainda bem lenta e não consigo fazer tanto tempo como antes. Mas o foco principal de trabalho é mesmo o psicológico ou emocional. Notei, logo nos primeiros dias ao voltar do processo que senti uma necessidade de sentir o gosto de doce, de salgado e de algo quente para ingerir. Ok, tentei o chá e não foi agradável. Meu corpo não estava aceitando a água, especialmente com gás, minha preferida antes. Estranho!! Ok, tive a idéia de diluir meio tablete de knorr legumes em água quente e tomar. Foi uma sensação maravilhosa, o que notei, logo depois, ser muito mais emocional do que física. Realmente, achei estranho porque eu não tinha vontade de ingerir algo específico, como pizza ou chocolate... Conversando com uma amiga e depois conferindo no pêndulo, o que provocou estas necessidades era as memórias de bebê. O bebê não diferencia entre coisas de comer e sim entre sabores mais grosseiros. Pra mim, fez todo sentido. Por isto, fiquei tomando a limonada e este "caldinho quente". Depois, comecei a perceber que eu sentia necessidade de ingerir alguma coisa nos intervalos de qualquer atividade (vale lembrar que estou em casa, neste período de adaptação). Então, vi claramente que o condicionamento de ingerir é muito forte ainda, especialmente nos horários mais típicos, como ao acordar, na hora do almoço, ao chegar em casa, à noite, quando saio e antes de dormir. Achei bem interessante esta dependência emocional de ingerir, seja lá o que for. Estou tentando descondicionar aos poucos, mas, muitas vezes, ainda cedo a estes horários, no suco e caldo. Daí, nos 2 últimos dias, notei minhas pernas e pés inchados e olhei o rótulo do caldo knorr e a quantidade de sal daquilo é enorme. Bem, dormi com os pés para cima e Isto significa que devo usar no máximo 1/4 do caldo knorr ou menos, vou experimentar, com a água quente depois que o inchaço acabar totalmente, o que ainda não ocorreu. Mas, percebi que preciso urgentemente criar algum tipo de prazer para os meus intervalos e ao acordar e antes de dormir. Como sou muito ligada às artes e tenho um prazer enorme nelas, vou colocar hoje um material de pintura de mandalas na cozinha para que, quando eu faça um intervalo, eu recorra a elas, durante alguns minutos, que seja. E também vou tocar piano, como uma alternativa para os horários da noite, em que voltar da rua. Acabei também de comprar um ofurô para fazer banhos de imersão à noite, para também trabalhar estas emoções e ter outra afonte de prazer. Estou adorando estas sacadas e me olhar com uma super atenção para trabalhar a dependência emocional ao comer e beber. Outra coisa que notei é que não devo ficar olhando muito para as coisas de comer, por enquanto. Quando passo em frente de algumas lojas de comida, como pão de queijo, os fast foods com aqueles sorvetinhos que às vezes eu ingeria no passado, não olho pras imagens e pra loja para não ter mais tentação. Ontem á noite, eu não consegui escapar de numa reunião de trabalho e, num certo momento, chegou o "sanduiche de metro". Quando todos foram para o lanche eu fui mas nem sequer olhei e fiquei conversando com as pessoas, ou seja, desfoquei da comida. Interessante que não acho que eu cederia facilmente à tentação mas creio que eu iria sofrer mais aumentando a vontade, ao olhar. Ou seja, neste momento, sinto-me um pouco frágil diante dos comes que eu gostava ou gosto. Creio que com o tempo isto deva mudar e eu poderei olhar tudo isto numa boa, mas agora, percebo que devo respeitar uma certa distância se quiser ter sucesso em ficar sem comer. O mesmo ocorre com quem tem dependência de álcool, tabaco e outras drogas. Precisa se afastar totalmente destas tentações por algum tempo. Sorte minha que trabalho com dependências, incluindo físicas e emocionais, portanto, sei como conduzir. Continuo trabalhando firmemente no nível espiritual e mantendo a felicidade como um padrão básico. Bem, é isto, por hoje. Quando eu tiver novidades, eu conto.
Abraços aos colegas!
